O que o clipe de EMPATIA têm a dizer à igreja brasileira?

Empatia faz parte do álbum GENTE, recentemente lançado pela cantora Priscílla Alcântara, e foi recebido com certa resistência pelos cristãos por usar uma linguagem e estilo muito diferentes do gospel atual, afim de, como a própria Priscílla Alcântara diz, alcançar todo o tipo de gente.

Após receber pedidos sobre um texto de reação ao clipe da música Empatia, fui assistir. Esses são meus apontamentos:

por Vinicius Castro

Meu primeiro contato com a música Empatia foi no lançamento do álbum GENTE, que fiz questão de ouvir após assistir um dos teasers mais atraentes que já vi. Não sei se por conta do conteúdo ou da produção, ou dos dois. Enfim, achei Empatia uma música muito importante, apesar de Florescer ser minha favorita.

Empatia é uma canção importante por ser um tema importante, algo relevante e que precisa ser trazido ao debate por cristãos. Assim como ansiedade, depressão e tolerância, temas também apresentados no álbum.

Começo destacando o que pra mim foi de maior relevância no clipe, a recriação de cenas bíblicas. Apesar de um estranhamento ao ver a Priscílla no centro da “Santa Ceia”, acho muito importante mostrar a diversidade entre os “discípulos”. A cena da lavagem dos pés, ou a da mulher samaritana, são carregadas de força simbólica.


Eu me vejo no clipe. Como cristão, mas também como homem, como negro, como diferente, como gente. Vejo situações de discriminação e sofrimento psicológico que podem acontecer comigo, com alguém próximo a mim. Sinto a dor do outro, como a minha dor. Isso é Empatia.

Me lembro de uma frase de Billy Graham: “Eu não estou indo pro céu porque eu preguei para multidões e li a biblia muitas vezes. Eu estou indo para o céus como o ladrão na cruz que disse no último momento: ‘Senhor, lembra de mim'”. Isso é empatia.

Além de me ver na mensagem da canção e nas situações, também me vejo no figurino e no elenco. A construção narrativa foi muito bem construída visualmente e conversa com a música sem deixar lacunas.

Priscílla Alcântara têm saído da caixa na hora de fazer arte, por isso têm alcançado suas expectativas de falar para todo o tipo de gente, não só cristãos. Como comunicador, cristão e apaixonado pela arte, enxergo nesse movimento uma importância imensa. Vejo que não estamos longe de conversar de igual para igual com grandes artistas “seculares”.

Somos filhos do maior Artista, nada mais justo do que esbanjar beleza e criatividade em nossas produções. Espero que o que esta acontecendo (e Empatia é peça importante) seja o início de uma revolução.

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