“EXTRA EXTRA, BRANCOS E NEGROS ORANDO JUNTOS NA RUA AZUSA”

A peça que fala do mistério que começou em um galpão abandonado na rua Azusa está em cartaz no Teatro Brigadeiro, em São Paulo.

Na última sexta-feira (11), a Companhia de Teatro Nissi estreou a peça Rua Azusa, O Musical, no Teatro Brigadeiro, em São Paulo. A peça traz a história de um dos maiores avivamentos da igreja pentecostal mundial e conta com a participação de artistas bem conhecidos no segmento, como Benner Jacks, Adhemar de Campos, Soraya Moraes e Jessica Augusto.

Cheio de arranjos vocais e coreografias impactantes, Rua Azusa não poupa intensidade na hora de contar a história. Este é bem mais do que um relato sobre como se iniciou o avivamento da Rua Azusa, o musical trata das razões pelas quais aquelas pessoas, naquele lugar, naquela nação, foram escolhidas por Deus para o que Ele desejava fazer. O musical trabalha o que essa rua simbolizou e simboliza hoje para, não apenas a Igreja, mas todo aquele que de alguma forma, se sente rejeitado ou esquecido.

De início somos alertados: o alvoroço causado pelos acontecimentos na rua Azusa não são apenas sobra as notícias dos sinais e curas, mas sobre negros e brancos orando juntos. E esse é o ponto de maior destaque da produção, unir o tema do avivamento ao da justiça social.

A trama se apoia na vida de Elizabeth, uma diretoria de teatro que, nos dias atuais, encontra na encenação da vida de William J. Seymour inspiração para confrontar dilemas em sua própria vida. É impossível entender o que foi aquele reavivar sem pensar em toda a trajetória do povo negro nos EUA, desde a sua chegada, forçados à escravidão e sujeitos a todo tipo de atrocidades, em uma nação abertamente reconhecida pelo cristianismo protestante. Essa é a história de Seymor e sua família. E é isso o que a Cia. Nissi explora através da música.

Das raízes africanas para o Jazz, até os hinos congregacionais, as variedades musicais da peça nos mostram a importância africana no cenário musical americano, e no que posteriormente se tornaria o gênero Gospel. O expectador reconhecerá essa transformação musical, que caminha junto com a história afro americana, expondo o reconhecimento e espaço que sempre foram negados à população negra, no que se destaca em um dos versos de maior força:  

EU TAMBÉM SOU AMÉRICA.

No decorrer dessa viagem histórica e musical, o espectador é tomado pelo impacto do roteiro que não apenas denuncia a incoerência de um cristianismo permissivo com o racismo e muitas vezes até reprodutor dele, mas que também revela em cada cena, em cada atuação, em cada canção, o amor a Deus e sede pelo Espírito Santo como chave de transformação pessoal e social. Ao unir história e evangelho, o Musical nos dá a mensagem de que, se queremos um reavivar hoje, o questionamento das desigualdades sociais e a busca pelo Reino precisam andar juntos, pois “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

O musical fica em cartaz até o dia 3 de fevereiro na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 884, na Bela Vista/SP.

Compre seu ingresso na bilheteria do local ou por aqui: INGRESSOS RUA AZUSA

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