[RESENHA] AZORRAGUE é um livro para inconformados com a religião

Autor: Antonio Carlos Costa. Título: Azorrague: os conflitos de Cristo com as instituições religiosas. 270 páginas. Editora Mundo Cristão. Disponível para compra na Mundo Cristão e na Amazon

“A igreja deveria ter como uma de suas metas tornar homens os homens. Trazê-los de volta ao caminho. Restituir-lhes a autonomia de vida.” pg. 154

Azorrague: os conflitos de Cristo com as instituições religiosas”, escrito por Antônio Carlos Costa, apresenta momentos da passagem de Jesus pela terra, onde ele bate de frente com o sistema religioso da época (mas que refletem até os dias de hoje). Azorrague é de um tipo de chicote, feito com várias correias presas por um cabo, como um açoite. Cristo usou para expulsar os cambistas do templo, e disse a famosa frase: Não façais da minha casa covil de salteadores” (João 2:14-17).

“Por que Cristo passou por alto grande parte das tradições judaicos do seu tempo? Simples: porque ninguém tem o direito de botar na palavra de Deus o que Deus nunca falou“. pg. 75

Depois de um ano eleitoral conturbado que trouxe muitos conflitos entre a igreja e a sociedade (e também dentro da igreja), Azorrague é um remédio amargo na ferida aberta, mostrando que muito daquilo que nós defendemos de maneira ferrenha não passa de moralismo religioso.

Uma igreja que se rotula como sendo de direita, de esquerda, conservadora, progressista, revolucionária ou reformista é um golpe no ideal divino de preservação da unidade em torno do nome de Cristo, em meio as diferenças de opinião sobre o que não se constitui fundamento da fé.” pg. 90

Antonio Carlos Costa é fundador da ONG Rio de Paz (filiada ao Departamento de Informação Pública da ONU), jornalista, teólogo e plantador e pastor da Igreja Presbiteriana da Barra, no Rio de Janeiro (RJ). Ele se afirma cada vez mais nesse espaço desconfortável (que os diferentões deste blog conhecem bem) para crentes e descrentes, que são confrontados por aspectos diversos de dentro e fora do cristianismo.

Mas mais do que polêmico e tabu, podemos classificar suas obras como extremamente necessárias, debates que precisam ser feitos. Dentre os temas abordados em Azorrague, estão: moralismo religioso, a religião socialmente construída e a religião sem alma.

Leitura densa e profunda, Antonio Carlos causa no leitor o incomodo que confessa que também sofreu ao escrever Azorrague. Particularmente fiz uma oração de arrependimento sobre a minha conduta religiosa a cada capitulo finalizado.

“Para o diabo, não importa que tipo de experiencia religiosa o escravize emburreça ou desumanize, desde que ela o mantenha afastado de Deus.” pg. 93

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