Porque os homens fogem da paternidade?

Um filme de animação recentemente lançado, e ansiosamente esperado por uma multidão de jovens adultos, contou com uma trama diferente do que vemos normalmente em filmes deste gênero. A história foi baseada em discussões que fazem parte da fase madura da vida, como crises financeira e conjugal e as atuais dúvidas sobre exposição nas mídias sociais, é uma que foi a melhor sacada, o drama de um homem, bem sucedido como herói, encarando o maior desafio de sua vida, a paternidade.

Se você já assistiu, sabe que estou falando de ‘Os incríveis 2‘, se ainda não assistiu, você precisa fazer isso logo! 

O lado bem humorado da trama é um grande herói (o principal) descobrindo na paternidade e nos cuidados domésticos um vilão (quase) indestrutível. Não consegui parar de pensar em como este desenho representa bem o cenário das últimas duas gerações de pais (até onde consigo enxergar). 

Homens bem sucedidos no trabalho, com carreiras promissoras, ou pelo menos dedicados naquilo que fazem, mas que fogem dos papéis mais importantes e com efeitos relevantes principalmente a longo prazo, o papel de marido e pai. 

Algo que tem acontecido de maneira corriqueira em minha geração é tornar-se pai de maneira prematura e não programada (muitas vezes fora de uma união estável) o que de cara já faz dessa relação um emaranhado muito difícil de ser organizado, mas que de certa forma, explica (mas não justifica) a falta de comprometimento.

Entretanto algo ainda mais comum são esses jovens pais, terem crescido sem uma figura paterna dentro de casa, boa parte cresceu vendo a mãe exercendo dupla função de maneira exaustiva e desgastante, afinal não é pra ser assim. 

Não é difícil encontrar em meu círculo de amizade amigos que tenham sido criados com o pai totalmente ou parcialmente ausente, e o padrão não são homens que tiveram filhos muito cedo, ou sem serem casados (como é o caso da minha geração), mas homens que desistiram do casamento e após a separação se afastaram dos filhos. Não cumprindo com compromissos legais, nem afetivos. 

Vemos então gerações repetindo os mesmos atos e de maneiras diferentes chegando no mesmo resultado, filhos sem pai. Onde isso vai parar?

A maior parte dos problemas de nossa atual sociedade que tanto denunciamos como cristãos, são resultados de toda essa omissão, principalmente, da igreja, na hora de corrigir em amor, de ensinar sobre o papel do homem, da mulher, sobre o propósito de Deus com a criação. 

Também podemos culpar nossa sociedade que impõe certas atitudes sobre os homens, transformando-os não em seres parecidos com Cristo, e pais parecidos com Deus, mas completamente o oposto disso, machistas, insensíveis, irresponsáveis.

Podemos culpar os próprios homens por fugirem na hora que deveriam ficar, independente de quão difícil seria. Contudo, encontrar bons culpados não costuma dar bons resultados. Encontrar boas soluções costuma dar melhores resultados. Vamos nos voltar para o que Deus nos fala sobre ser homem, marido e pai.

Do mesmo modo que Cristo trata o homem, com amor misericordioso, o marido deve tratar sua esposa. Deus não quer que exista a penas uma autoridade para governar e dirigir a casa, mas pede ao marido a responsabilidade de amar, com um amor incondicional (1 Jo 4:19), voluntário (Gl 2:20) e sacrificial (Jo 15:13). 

Se Ele nos pede tal conduta é certo que nos fará alcançar tal estatura. Deus não nos abandona, Ele estará conosco até o fim é isso inclui nossos dilemas terrenos.

E sobre ser pai: a Bíblia tanto mostra como os pais devem criar seus filhos (Ef 6:4) como dá o maior exemplo de paternidade que alguém poderia ter, Deus diz que é nosso pai. Ele nos criou e nos deu vida. Ele nos protege e ensina. Ele nos ajuda a vencer as dificuldades, nos repreende para o nosso bem. Deus é o pai perfeito e nos ama. 

“Vejam como é grande o amor que o pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.” 1 João 3:1

O único jeito de acabar com esse ciclo terrível de pais indiferentes é olhar para o único pai perfeito e buscar dEle a melhor maneira de conduzir nossa vida e família. 

Creio que a comunhão através do corpo de Cristo também é um canal para transformação da nossa sociedade, também nesse aspecto, então não hesite em aconselhar-se com pais tementes a Deus sobre os dilemas da vida familiar, isso também é bíblico.

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