[RESENHA] O confronto entre o Jesus verdadeiro e o criado pelos homens, Jesus é…

Autor: Judah Smith (Título Original: Jesus é – como você completaria essa frase )

 Páginas:155. Editora Mundo Cristão.
E-book disponível para compra na Saraiva !

Por Vinicius Castro.

Às vezes acho que você ao entrar em uma resenha deste blog deve pensar que não tenho critério algum, ou sou mentiroso, afinal, tenho percebido que 80% dos livros publicados aqui, são meus livros favoritos, mas pode ficar tranquilo, o que acontece aqui é que só tenho prazer em compartilhar com você, livros que verdadeiramente provocaram minha reflexão e, muitas vezes, mudança de pensamento. Procuro não mentir, e está dando certo. E sou um estudante missionário, preciso ser bem criterioso no momento de gastar dinheiro em um livro. Dito isso, vamos a resenha.

Jesus é se tornou um dos meus livros favoritos, por compartilhar aspectos de Cristo constantemente desprezados por muitos cristãos, mas de extrema relevância para se entender o Evangelho é a natureza do próprio Deus.

O que transformou Zaquel? Princípios bíblicos? Devoção pessoal? Deveres e práticas religiosas? Não – foram alguns momentos com o Deus encarnado. Não há sequer um registro de alguém dizendo a Zaquel que ele precisava se arrepender ou devolver o dinheiro. E, no entanto, quando esse homem encontrou Jesus, algo aconteceu. (pág.25)

Gosto de livros que confrontam, pois assim é o Evangelho. Constantemente somos convidados a morrer. A Bíblia é toda sobre a
centralidade de Cristo e a soberania de Deus e se temos a oportunidade de servir a Deus, e não apenas servir, mas ser parte de sua família, devemos subjugar cada aspecto do nosso ser a vontade dEle. Jesus Cristo nos oferece uma vida plena e eterna, mediante a nossa atitude de fé em abrir nosso coração para receber sua graça. Não vejo em nenhum momento algum tipo de troca justa, ou merecimento, por isso este nome tão apropriado: salvação.

Jesus era aficionado por mostrar misericórdia aqueles que menos mereciam. Sentia paixão por oferecer esperança aos desesperançados e tinha o compromisso de exibir graça ao pior dos pecadores. E, se eu for honesto, isso me inclui. ( Pág 35).

Este livro deveria ser lido por todos os cristãos. Vejo cada dia mais presente em nossas congregações o discurso do, “as crianças precisam de princípios bíblicos”, e achamos que por viver uma vida honesta diante dos homens temos uma vida segundo o coração de Deus, com o coração quebrado arrisco a dizer que muitos acham que nem mesmo são pecadores, dizem que são, mas não acreditam que são, não tem uma vida de arrependimento. Isso me assusta, pois a medida que me aprofundo em
conhecer a Cristo, percebo o quanto sou pecador, o quanto estou distante dEle.

Ei, sua diferença para um alcoólatra ou prostituta é só uma: o nome do seu pecado. Mas pode ser duas, se você entender que é um pecador carente da graça! (Mas isso já é outro texto).

Não me leve a mal – é evidente que o pecado é ruim. O pecado nos machuca e machuca os outros. Mas a Bíblia é clara: nós iremos pecar. Cedo ou tarde, a força de vontade, a educação e os bons modos não serão suficientes. Estragaremos tudo. Por isso, se nossa esperança reside na firmeza moral, estamos arruinados. (Pág. 42)

Apesar de verdades tão profundas o livro “Jesus é….” tem um estilo de narrativa muito atraente, Judah passa a sensação de conversa franca, ele se expõe muito em cada parágrafo e pensamento, livros como esse não são comuns. Ele não tenta passar uma aparência de sabedoria, ou santidade, pelo contrário, apesar de bater em nosso ego do começo ao fim, você fica esperando que tenha o WhatsApp do autor na última folha e que vocês sejam melhores amigos.

Ao ouvir falar da graça, a primeira coisa que algumas pessoas pensam é: “Então eu posso sair fazendo o que quiser e Deus tem de me perdoar?”. Elas não encontraram a graça. (…) Quando você olha nos olhos da graca, quando você a marca dos cravos nas mãos da graça e o fogo ardente em seus olhos, quando você sente o amor implacável por você, não será motivado a pecar. Será motivado a prática a justiça. (Pág. 70).

2 comentários sobre “[RESENHA] O confronto entre o Jesus verdadeiro e o criado pelos homens, Jesus é…

  1. Achei legal a resenha, e fantástico o autor mostrar a questão do pecado original dentro de nós e a graça que não gera libertinagem. Eu não li o livro, mas pela resenha, parece ser um bom livro. Deus abençoe!

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